Existe uma discussão hoje em torno de todo o conteúdo da internet. Ela, em sua essência, é o campo em que a impressa expressa toda a sua liberdade sobre os mais variados assuntos. Mas até onde essa liberdade é boa? Existe uma maneira de selecionar os conteúdos que vão ao público? Isso seria uma forma de censurar a impressa moderna?
Estamos na era digital. Todo mundo hoje está, de alguma forma, conectado ao mundo virtual através das redes sociais que cada vez mais tem seus adeptos. O problema dessa era da informação é que os conteúdos, desde os educativos aos mais polêmicos, são disseminados a qualquer um a qualquer hora. Imaginem que uma simples criança - elas parecem que já nasceram sabendo de todo o mundo cibernético - entra em um conteúdo e descobre coisas que não deveria saber, coisas que não compete com sua idade. Com certeza, não será bom para sua formação. Imaginem que isso aconteça a toda hora, em todo lugar do mundo. É quase como criar uma geração de jovens precosses, jovens que tiveram suas iniciações sexuais antes do tempo, por exemplo.Por outro lado, os provedores têm que garantir aos usuários a liberdade de postar ou colocar a público qualquer assunto obedecendo assim os princípios básicos da internet que é a ligação e a troca instantânea de informações. Lembro que censurar alguns assuntos ou privar alguém do conhecimento deles é censura e seria um retrocesso ao período em que não podíamos nem produzir textos que falassem de liberdade sem sermos considerados comunistas. Jogar para o servidor, ou provedor, ou empresa, ou governo essa capacidade de qual seria o conteúdo próprio para a família seria reerguer o DIP e torná-lo mais forte do que nunca. E ao mesmo tempo deixar que todo tipo de conteúdo seja oferecido pode nos trazer grandes prejuízos morais daqui a um tempo.
O ideal seria nós escolhermos o que ver, assistir ou acessar e ensinarmos nós mesmos às nossas crianças sobre as coisas da vida. Se elas vêem primeiro na internet, é porque os pais não a instruíram antes. E esse está a raiz comum de todos os problemas. Os pais têm deixado de fazer o seu papel: o de educar seus filhos. Por isso, alunos brigam na escola com tal e maior violência de antes. Por isso, a gravidez cada vez mais precose. Por isso, a perda de tantos jovens para as drogas. Os culpados serão, então, somente os pais? Não! A culpa é da própria internet. É utopia querer este tipo de restrinção nesse ambiente. Essa questão parece, então, não ter solução. Precisamos evoluir mais ainda para entender o que ainda é tão complexo. Ainda não achamos a resposta pra tantas coisas. Quero fechar os olhos quando tudo isso perder o rumo de vez.
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