quarta-feira, 30 de novembro de 2011

I love tu


É muito bom ouvir uma música arquitetada; Uma melodia bem construída;
Mas as melhores músicas são feitas em picos de inspiração,
Em clímax de pensamentos, nas suas reflexões ao tomar café da manhã..
É muito bom ir ás compras;
Olhar milhares de roupas, experimentar muitas pra, na maioria, levar uma e olhe lá.
Mas as melhores roupas lhe chamam atenção,
Ocorre um sentimento; um afeto não corriqueiro.
É muito bom ir a vários restaurantes,
Provar de tudo um pouco, ter seu dia de degustador,
Mas as coisas mais saborosas são lhe oferecidas no súbito;
Quando alguém coloca o garfo em sua boca;
Quando alguém susurra no seu ouvido perguntando se gostou.
É muito bom procurar a menina perfeita;
Se divetir com as erradas, levar fama de pegador,
Mas é perfeito quando ninguém marca o momento.
Quando você olha pra ela e ela pra você,
Quando o amor chega sem aviso prévio;
Quando a vida junta dois corações.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tudo mundo gosta de em pizza

        Fulano queria ser médico. Não pelo dinheiro, mas porque queria ajudar as pessoas. Estudou, se formou e foi exercer o cargo em um pronto-socorro particular. Estava adorando a profissão. Apesar de seus plantões, estava realizado por enfim estar ajudando as pessoas a se tratarem. Até que um homem chegou num de seus plantões. Ele era pobre. Foi atendido com os procedimentos triviais, mas morreu na maca porque não tinha dinheiro para custear os tratamentos daquele hospital tão requisitado. Aquilo era demais para o nosso médico. Se revoltou com a medicina por ter se vendido tão injustamente. Viu-se incapaz de cumprir o que se propunha. Preferiu mudar de profissão.
        Fulaninho - como era chamado por alguns íntimos - resolveu ser advogado. Não pelo dinheiro, mas porque queria se empenhar em defender os inocentes. Estudou, se formou e foi exercer o carga num desses escritórios que conhecemos. Conseguiu alguns casos e estava contente com o progresso de todos até que um homem chegou e se sentou no tal escritório do nosso advogado. A causa do cliente estava certa. Mas ele não tinha como pagar ao recém formado em direito. Fulaninho acompanhou o caso de longe. Envolvia gente da alta sociedade e é claro que aquele mísero homem não conseguiu vencer. O dinheiro falou mais alto. Fu teve desgosto de seu cargo. Resolveu mudar de profissão.
        Colocaram na cabeça dele que deveria ser político. Ele resolveu seguir a carreira não pelo dinheiro, mas porque queria realmente defender o povo. Essa foi fácil para o nosso futuro parlamentar. Alguns discursos, promessas que talvez não fossem cumpridas. Venceu no primeiro turno. Foi para a sua sala confortável. Tinha trabalho? Muito. Mas preferia se preocupar com seus problemas pessoais. No início, até tentou cumprir com seu objetivo honesto, mas se envolveu em alguns projetos, esses que nunca terminam, e resolveu aceitar a gentileza de seus superiores que lhe presenteavam com alguns mimos. Se envolveu em alguns trambiques. Mas estava satisfeito. O que podia fazer? O sistema o corrompeu. Não quis mudar mais de emprego. Antes, preferiu mudar de caráter...

PS: Se você exece um desses cargos e não tem essa atitude, não se ofenda. A crítica é somente para os que não cumprem com seu dever.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Literatura e amor: tudo a ver

    E eu que pensei que literatura não pudesse ser tão reflexiva...Na maioria das vezes, é bastante. Mas, dessa vez, foi demais. Me peguei novamente pensando nela no meio da aula. Tenho que parar com isso. Dessa vez, falávamos sobre Clarice Lispector, a dama da terceira fase do modernismo.Viajei nas reflexões e no meu pão. Estava com tanta fome. Fome de ver e de comer. Apesar da fome incomum, a aula não estava monótona. Meu professor é desses que consegue prender a atenção de todos. Invejem-no. Voltando a tal dama, achei que Clarice é estúpida. Não se pode amar alguém que escreve com ideias tão desordenadas. É confuso, é efuso, é constrangedor não entendê-la. Ainda mais quando ela mergulha no universo feminino. Comecei a gostar de Clarice por causa disso, porque odiar, de fato, eu já odiava. Lembrei da minha metade por causa do universo tão sarcástico que a autora propõe para nós como sendo feminino. Lembrem-se: é preciso conhecer para dominar. Me vali deste tão consagrado ditado e resolvi dar uma chance a essa clarice que me cegava os olhos. Elas só querem ser desejadas. No fundo, se resume a isso. Mas isso é tão abrangente... Fazer a minha amada se sentir assim não é tão fácil. Nem jogarei o desafio a ti. Estarias morto se tentasse me superar no meu labutar diário. Mas Macabeia... Pelo amor de Deus! Nem forçando saía amor. Aliás, não se pode fazer isso. Mas minha epifania foi mais marcante do que a dos meus companheiros. Aconteceu dentro de mim. Vi na morte de Macabeia, a morte de um pouco de mim. Não, eu não sou desgraçado de masculinidade. Mas percebi que até agora eu vivia, vivia e vivia sem me dar conta de que existia. E conclui melhor que Descartes: Se penso nela, logo eu existo. Ficou melhor assim, não é? Se não achou, tenho certeza que és ou machista demais ou cético demais. Dentro de mim começou um conflito sobre quem eu realmente sou e o que quero ser. Cheguei a conclusão. Sou de Deus, mas quero ser somente dela, nada mais. Isso seria rejeitar a Deus? Não seria aceitá-lo no último estado de sanidade que o homem possa chegar. Me tornaria um só com ela. E a morte? Prefiro deixar Macabeia morrer só. Me desculpem mas já tenho outro amor. Se ela morresse, eu ainda tinha morangos pra colher. Claro que antes disso passaria por um estado de insanidade que não sei até que ponto chegaria. Mas a hora da estrela é você que escolhe. Escolha viver hoje. Abra os olhos. Faça a imagem chegar na retina. Deixa a luz penetrar pela pupila. Veja. Não esqueça do amanhã. Mas veja. Viver só por viver está fora de moda.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

História e amor: tudo a ver

        E eu que nem esperava uma reflexão tão profunda. História é por si só reflexiva sempre, mas alguns professores insistem em fazer reflexões superficiais. O meu não. Eu, que, especialmente hoje, estava feliz por causa de uma pessoa especial, me peguei pensando nela no meio da aula de história. Talvez não fosse certo perder meu foco assim, mas você sabe como é quando se está apaixonado. Mas dessa vez a minha fuga momentânea teve o seu motivo. Falávamos de filósofos. Mais especificadamente, São Tomás de Aquino e São Agostinho. Homens ilustres. Ideias ilustres. Grandes reformadores. Talvez você não quisesse saber da minha apaixonite tão imprópria para quem quer ler sobre História. Mas entenda que esse foi meu pretexto e está tudo amarrado pelo contexto que logo entenderás.
        Esses dois filósofos medievais beberam lá da antiga reflexão grega que estamos acostumados a ouvir: Platão e Aristóteles. Agostinho se identificou com Platão e Aristóteles com Tomás. Platão pensa que existia dois campos, dois mundos pelos quais as nossas ideias eram suspensas. Um era o mundo sensível, o mundo onde tudo era perfeito e o outro o mundo concreto, o nosso mundo que refletia o tal mundo perfeito que existe no campo das ideias, imperfeitamente. Já Agostinho, sacerdote resignado de seus prazeres e diversões, escreve em Confissões um teorema clássico deste típico tipo de texto. Mostra o quão era vadio e o quando melhor ele ficou depois que conheceu a Cristo. Com isso, se mostra-se incapaz de receber a salvação por merecimento, mas explicita a graça de Deus que no seu clímax de piedade, olhou-o com compaixão e resolveu mudar sua vida. Seria Deus quem nos escolheu e estávamos predestinados a sermos salvos. Depois escreveu sobre a cidade de Deus e a cidade dos homens. Nós temos que imitar a "sociedade" celestial. Típicamente platonista. Percebemos claras pontes entre estes dois gênios. E como eu e minha amada nos encaixamos nessa história? Eu e ela tentamos, de modo bem simplório, imitar aquele amor tão perfeito que idealizamos. No meu coração e no dela - claro domínio das ideias-, temos esse amor perfeito, essa dádiva que mais parece divino do que humano. Mas a nossa capa nos permite errar sobre esse amor e torná-lo mais nosso e trazê-lo para o campo real. Está ai a maestria de se viver. Amar com amor perfeito seria fácil, mas o nosso desafio é vencer o campo real e entrarmos, os dois, conectados no campo das ideias. Ainda penso que estávamos predestinados a nos amar...
     Desculpe a você que estava lendo o texto para saber sobre os filósofos. Em respeito a vocês, voltarei ao que me propus anteriormente...Tomás era totalmente diferente do nossos amigos sonhadores. Resolveu estatizar os poderes. Organizar os postos eclesiásticos, cada um com sua hierarquia para que funcionasse como um organismo, uma corporação, uma cooperação. Aristóteles pensou parecido. Regulamentou - digamos assim - as matérias nomeando-as e tornando a compreensão do estudo e suas áreas de maneira mais simplória. Usamos suas definições até hoje. Tiramos algumas ciências - a poesia... pura prentenção nossa - e adicionamos outras, pela própria construção do saber. Tomás, que bebeu da fonte aristotélica, nos deixou um legado de livre arbítrio, de livre escolha.  E mais uma vez minha fuga se fez na mente. Pensei que somos livres em amar quem quisermos amar. E fiquei feliz porque ela escolheu a mim para depositar todos os seus sonhos e seus pesadelos.
    A reflexão é que os dois parecem opostos, mas acho que se complementam. O amor de Deus é sublime sendo o amor dos homens um reflexo desse amor maior. Estamos predestinados a amar aquela que amamos porque não controlamos muito bem o que sentimos ou para quem o coração vai acelerar. Estamos predestinados a sermos salvos por Deus. Mas a escolha e aceitação se faz presente. Se não quisermos a Deus, é impossível que se estabeleça a relação. Se não quisermos nos relacionar com determinada pessoa, isso não vai acontecer. Às vezes, fatores como distância ou inconstância nos impede de amar alguém com todas as forças. Prefiro essa História do que apenas aquela de datas e fatos...