sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tudo mundo gosta de em pizza

        Fulano queria ser médico. Não pelo dinheiro, mas porque queria ajudar as pessoas. Estudou, se formou e foi exercer o cargo em um pronto-socorro particular. Estava adorando a profissão. Apesar de seus plantões, estava realizado por enfim estar ajudando as pessoas a se tratarem. Até que um homem chegou num de seus plantões. Ele era pobre. Foi atendido com os procedimentos triviais, mas morreu na maca porque não tinha dinheiro para custear os tratamentos daquele hospital tão requisitado. Aquilo era demais para o nosso médico. Se revoltou com a medicina por ter se vendido tão injustamente. Viu-se incapaz de cumprir o que se propunha. Preferiu mudar de profissão.
        Fulaninho - como era chamado por alguns íntimos - resolveu ser advogado. Não pelo dinheiro, mas porque queria se empenhar em defender os inocentes. Estudou, se formou e foi exercer o carga num desses escritórios que conhecemos. Conseguiu alguns casos e estava contente com o progresso de todos até que um homem chegou e se sentou no tal escritório do nosso advogado. A causa do cliente estava certa. Mas ele não tinha como pagar ao recém formado em direito. Fulaninho acompanhou o caso de longe. Envolvia gente da alta sociedade e é claro que aquele mísero homem não conseguiu vencer. O dinheiro falou mais alto. Fu teve desgosto de seu cargo. Resolveu mudar de profissão.
        Colocaram na cabeça dele que deveria ser político. Ele resolveu seguir a carreira não pelo dinheiro, mas porque queria realmente defender o povo. Essa foi fácil para o nosso futuro parlamentar. Alguns discursos, promessas que talvez não fossem cumpridas. Venceu no primeiro turno. Foi para a sua sala confortável. Tinha trabalho? Muito. Mas preferia se preocupar com seus problemas pessoais. No início, até tentou cumprir com seu objetivo honesto, mas se envolveu em alguns projetos, esses que nunca terminam, e resolveu aceitar a gentileza de seus superiores que lhe presenteavam com alguns mimos. Se envolveu em alguns trambiques. Mas estava satisfeito. O que podia fazer? O sistema o corrompeu. Não quis mudar mais de emprego. Antes, preferiu mudar de caráter...

PS: Se você exece um desses cargos e não tem essa atitude, não se ofenda. A crítica é somente para os que não cumprem com seu dever.

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